Eu olho pela janela e vejo um monte de gente cheia de motivos pra comemorar, pra se alegrar, felizes, umidecendo suas gargantas com a cevada. Enquanto isso eu estou aqui no meu quarto, trancado, com o ventilador ligado, uma música de Lifehouse rolando, com olhos úmidos e o pensamento a uns 12 km daqui.
Normalmente quando meu pensamento está a tal distância, e últimamente ele tem estado muito por lá, estou com largo sorriso aberto, o coração palpitando de felicidade, mas, dessa vez é bem diferente. Tudo fruto da minha capacidade de fazer infeliz quem mais amo, da minha forma esdrúxula de ser.
Eu não sei exatamente, mas, até ontem eu achava que esse ano iria começar como o mais feliz dos últimos tempos pra mim e agora me pego em pleno dia mundial da confraternização dentro do meu quarto em um longo monólogo.
Estava quase completando dois meses, desde que a felicidade entrou em minha vida eu não me sentia assim triste, mas, eu acabo, ainda que sem querer, machucando a felicidade e afastando ela.
O que mais quero é ter a felicidade ao meu lado pra sempre.

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